A procura por alcançar o melhor desempenho na Fórmula 1 sempre levou as equipes a explorarem os limites estabelecidos pelas regras do esporte. Um dos episódios mais emblemáticos diz respeito a um dos veículos mais leves já construídos, gerando debates sobre sua legalidade e eficácia.
O peso de um carro de Fórmula 1 desempenha um papel crucial em sua velocidade, aceleração e no desgaste dos pneus. Ao longo dos anos, as equipes têm buscado métodos para reduzir a massa dos carros sem comprometer a segurança ou a resistência do chassi.
O McLaren MP4/4, utilizado por Ayrton Senna e Alain Prost em 1988, é lembrado como um dos carros mais leves da história da Fórmula 1. Com um peso extremamente próximo ao limite mínimo permitido, o veículo inovou em termos de aerodinâmica e performance naquela época, conquistando a vitória em 15 das 16 corridas da temporada.
Diante dos rigorosos regulamentos da FIA, alguns carros chegaram perigosamente perto do limite mínimo de peso. Algumas equipes recorreram a artifícios como lastros móveis e tanques de líquidos ajustáveis para atingir o peso regulamentar durante a pesagem oficial, evitando possíveis penalidades.
Atualmente, a FIA estabeleceu um peso mínimo de 798 kg para os carros da temporada de 2024, restringindo as margens para experimentações extremas. Contudo, a busca pela eficiência permanece como um dos maiores desafios técnicos enfrentados pelas equipes no mundo da Fórmula 1.